Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2017

Roy Haynes: Mandando ver!

Roy Haynes ficou um pouco surpreso com o comentário. Claro que tem uma carga erótica na maneira dele toca bateria. “Notei que nos últimos 10 ou 15 anos, muitas mulheres apareciam depois de meus shows,” ele diz. “Algumas diziam que nunca haviam visto um baterista tocar assim.”

Uma instantânea confiança jovial vinda de um homem que já passou dos 80. Haynes fala, anda e age assim. Seu estilo de moda, assim como seu jeito empolgante de tocar, tem sido sua assinatura por décadas - o baixista Al McKibbon não nega o termo “Mandando ver até quebrar” (Snap, Pop and Crack, em inglês) . “Ele é a pessoa mais estilosa, sempre,” diz Jeff “Tain” Watts. “Ele é assim faz muito tempo. Eu li esse termo sobre ele na revista Esquire nos anos 60. Sim-‘Mandando ver’ já diz tudo.”

Como um terno sob medida, o apelido que Haynes tinha nos anos 50 ainda lhe cabe perfeitamente. Com um ataque de caixa usando as duas baquetas Haynes consegue chamar a atenção mesmo em um bar cheio e barulhento. É um recurso que …

A vida do trompetista de jazz Lee Morgan

O novo documentário de Kasper Collin lebra a vida intensa e turbulenta do trompetista de jazz Lee Morgan.

Nat Hentoff escreveu em 1960: "Todo ouvinte de jazz já teve experiencias tão surpreendentes que são literalmente inesquecíveis"

Uma das minhas aconteceu em um encontro com a big band de Dizzy Gillespie no Birdaland em 1957. Estava de costas para a plateia enquanto a banda começava tocar “Night in Tunisia.” De repente um som de trompete despontou da banda de forma tão reluzente e eletrizante que toda a conversa do bar cessou e os que gesticulavam ficaram com congelados com as mão abertas. Após o primeiro estrondoso impacto, me virei e vi que o trompetista era o jovem "sidemand" da Philadelphia, Lee Morgan.

Lee Morgan, que tinha dezenove anos quando Hentoff o ouviu, causava este efeito na maioria das pessoas. Seu som era tão brilhante, impetuoso e atrevido: como James Brown em começo de carreira com aquela arrogância pomposa da juventude. Morgan era um instrumen…

Sociedade refletida na música

"O jazz sempre foi um interesse de minoria, como a música clássica. Ao contrário da música clássica, porém, o interesse que despertava não era estável. O interesse por jazz cresceu intensamente de uma hora para outra; por outro lado, houve épocas em que esse interesse caiu a níveis baixíssimos.
No final dos anos 30 e nos anos 50, houve um período de expansão marcante, os anos da Depressão de 1929 (nos EUA, ao menos), quando mesmo o Harlem preferia música leve e adocicada a Ellington e Armstrong. Os períodos em que o interesse pelo jazz cresceu ou foi reavívado, também foram, por razões óbvias para os produtores, épocas em que novas gerações de fãs quiseram conhecê-lo melhor".
Trecho do prefácio do livro "História Social do Jazz" do historiador Eric Hobsbawm, foi escrito há mais de 50 anos e ainda apresenta alguma atualidade, uma vez que os ciclos de altos e baixos ainda estão formando o padrão que definirá nossa época atual. 

O fenômeno do Jazz aconteceu no século X…

As Grooves do Vinil

Seja você a favor ou contra à tecnologia analógica e o ressurgimento do vinil - que pra muitos nunca sumiu - é fascinante ver através de um super microscópio como o som fica aprisionado dentro dele!


O visual lembra locais como Grand Canyon (EUA), o Cânion de Itaimbezinho (BR) e outras topografias onde a rocha foi esculpida pelo tempo.
 Assim como as informações sobre o universo e a terra foram aprisionadas nas ranhuras da pedra, o homem esculpiu suas histórias de forma similar no vinil.  
O antecessor do disco foi o cilíndrico fonógrafo de Thomas Edison, inspirado pelo fonoautógrafo de Léon Scott de 1957. Já Emile Berliner nos deu o formato "bolacha" que conhecemos em 1888.  Mesmo com variações no formato e tecnologias aprimorando o produto ao longo dos séculos, o princípio é o mesmo: a agulha vibra através das ranhuras (grooves) no disco que move os magentos próximos a uma bobina (capsula). Este gera eletricidade que é amplificada emitindo o sinal de áudio. 
O entusiasta Be…

Laurens! Música e aviação

Em 11 de janeiro de 1895 nascia Laurens Hammond, inventor do instrumento musical que mudou tudo, o órgão Hammond. Um inventor e engenheiro que foi além dos seus relógios elétricos e deixou para o mundo inúmeras patentes que vão além dos instrumentos, amplificadores e reverb de mola. Inovações da aviação ao cinema. Conheça mais sobre ele e se inspire!