5 de dez de 2016

Aos 85 anos, o guitarrista de jazz e educador Kenny Burrell continua firme e forte!

Aos 85 anos, o guitarista Kenny Burrell, vibrante e cheio de vida é uma exceção na história do jazz repleta de contos trágicos e mais finais prematuros do que o destino deveria permitir. 



“Acho que dei sorte com minha genética — minha mãe viveu até os 99 anos, talvez tenha a ver com isso”, Burrell comenta ao telefone do seu escritório em Schoenberg Hall na Universidade da Califórnia em Los Angeles, UCLA. Sua voz estava serena e firme, mesmo recém chegado de uma boa caminhada do estacionamento até o campus.

Burrell faz a mesma caminhada por duas décadas desde que foi convidado pela UCLA para ser idealizador e diretor do curso de jazz. Comemorando 20 anos do curso e os 85 anos de Burrell, a UCLA, escola de música Alpert School of Music (HASOM) e os Amigos do Jazz na Universidade se apresentaram no sábado, 03 de dezembro de 2016, no Royce Hall. O legendário guitarrista tocou com diversos artistas convidados, incluindo os cantores Barbara Morrison, Tierney Sutton e Robin Simone, o compositor Lalo Schifrin, a orquestra Los Angeles Jazz Unlimited Orchestra e a UCLA Philharmonia, regidos por Neal Stulberg.
Na sequência do concerto foi anunciado a criação do cargo em homenagem a Burrell, com seu nome para cadeira professoral do curso. “Kenny dedicou sua vida ao estudo avançado do jazz e a música como uma importante forma de arte Americana” disse Judith Smith, reitora efetiva da escola UCLA Herb Alpert School of Music, durante o discurso. “ O curso Kenny Burrell de estudos do Jazz ajudará a a recrutar um ótimo corpo docente que pode avançar cada vez mais os limites do ensino, levando adiante os artistas do Jazz.”

A relação de Burrell com a UCLA vem desde 1978 quando a escola o convidou para criar o programa do curso de Estudos Afro-Americanos. “Era apenas uma curso de meio período" ele disse. “Eu ainda estava viajando pelo mundo e não tinha muito tempo para ser professor”.  Burrell decidiu lecionar sobre um dos seus ídolos, o famoso pianista e compositor de jazz, Duke Ellington. A oportunidade de ensinar este curso, que Burrell nomeou de “Ellingtonia,” em parceria com a gravadora e selo californiano Fantasy Records, incentivou Burrell a se mudar de New York para Los Angeles atravessando o país junto de sua mulher e crianças. “Imaginei que seria um ótimo lugar para criar meus filhos e aproveitar as futuras oportunidades que estariam disponíveis para mim.”

Jimmy Smith e Kenny Burrell
Foi uma mudança significativa para Burrell, ele era um dos guitarristas mais produtivos e requisitados da era pós-bebop, elogiado pelo próprio Duke Ellington. Se apresentou e gravou com os melhores do jazz, incluindo Benny Goodman, Dizzy Gillespie, Oscar Peterson e John Coltrane. Burrell ficou conhecido pelo seu trabalho com o incrível Jimmy Smith e seu formidável organ trio, gravando mais de 20 álbums com este virtuoso organista, incluindo o aclamado Organ Grinder’s Swing.


A mudança de Burrell para a Cosa Oeste foi o começo de sua gradual transição de músico prático para professor. Após lecionar por meio período na UCLA por 20 anos, Burrell finalmente abraçou seu destino como educador em 1996 quando foi nomeado professor efetivo e coordenador do programa de jazz.


Kamasi Washington
Gretchen Parlato
“Este era o sinal de que eles acreditaram de que eu era capaz, pela minha carreira e integridade que conquistei através dos anos atuando como músico, escritor e intérprete”, ele conta. "Senti que era uma grande oportunidade para realizar algo que valesse a pena, algo que eu sempre sonhei, algo que me permitisse conseguir o que diversos jazzistas conhecidos e talentosos não tiveram a oportunidade de conquistar". Na conversa com Burrell dava para sentir seu entusiasmo e devoção aos alunos que confiam nos seus ensinamentos. Ele falou com muito carinho de dois de seus antigos pupilos, o saxofonista Kamasi Washington e a cantora Gretchen Parlato, ambos alunos da UCLA e jazz superstars. Washington, ele diz "veio [para audição] e tocou a música 'Giant Steps' do Coltrane. Foi inacreditável para um novato tocar naquele nível. Sem dúvidas ele ia ser bem sucedido. [Gretchen] tinha uma voz suave e sutil, mas as notas que cantava e as harmonias que fazia eram tão grandiosas que sabíamos que ela seria bem sucedida.” Burrell acrescenta com orgulho, “Ela veio para vencer o concurso Thelonious Monk Competition!”

 É crédito total de Burrell que organizou o programa para continuar e se adaptar ao clima do jazz em Los Angeles. Ele faz este trabalho por amor. “É uma alegria minha e dos nossos professores ajudar os músicos” ele conclui,  “porque o que esta sendo feito é dar vida para que esta grande forma de arte continue”.

por Gary Fukoshima
traduzido e adaptado por Daniel Latorre

28 de nov de 2016

Cientistas estão trazendo de volta as Válvulas para os Computadores do Futuro

Um grupo de cientistas desenvolvem uma válvula microscópica de alta-eficiência que pode superar os semicondutores.

 


 Pesquisadores da Universidade de San Diego estão usando válvulas para desenvolver um processador de computador mais eficiente. A busca pode resultar uma rapidez significativa nos aparelhos micro eletrônicos e melhores painéis solares. Os resultados estão sendo publicados no journal Nature Communications.
Mais conhecida como um precursor primitivo do atual transistor, as válvulas eletrônicas já construiram os primeiros computadores no início do século 20 que ocupavam salas e prédios inteiros.
A invenção do transistor em meados do século 20 permitiram construir equipamentos menores que trilharam o caminho da revolução tecnológica nas últimas três décadas.

Para a tecnologia de áudio e da música, principalmente instrumentos musicais, o efeito é similar. Até o momento não conseguiram com transistores recriar a riqueza harmônica e potência que algumas válvulas fazem quando trabalham com o áudio dentro dela. Por isso ainda existem amplificadores e equipamentos de som valvulados sendo usados e fabricados hoje. 


Discutivelmente o transistor foi considerado a invenção do século. 
No entanto, os transistores estão longe de serem perfeitos. O material do que são feitos, os semicondutores, tem uma série de desvantagens. O menor tamanho que podem atingir não deverão ultrapassar as leis da física e há um limite máximo de sua eficiência. Estes limites já estão sendo alcançados e muitos pesquisadores têm procurado por alternativas. Um grupo em específico tem procurado no passado, inspirados nas válvulas eletrônicas.

Quando uma corrente elétrica entra em um semicondutor, tem que passar pelo material sólido que atrasa o caminho e limita sua eficiência. As válvulas não têm este problema porque a corrente viaja através do "nada". Produzindo válvulas miniaturas será possível aumentar a eficiência dos produtos eletrônicos.

Porém, um componente essencial da válvula, os elétrons passando livres no vácuo, será difícil de recriar em uma nano-escala.
Os pesquisadores da UC San Diego desenvolveram uma válvula de alta eficiência  usando uma nanoestrutura de ouro.
Os pesquisadores da UC San Diego desenvolveram uma válvula de alta eficiência usando uma nanoestrutura de ouro combinada com laser de baixa voltagem e baixo consumo.
O resultado é um aumento da eficiência elevado à décima potência e pode operar com mais força e menor resistência usadas nos semicondutores.
O próximo passo para o grupo de pesquisadores é reduzir o tamanho da válvula e explorar suas diversas aplicações. Se as pesquisas obtiverem êxito, os equipamentos do futuro poderão usar esta fantástica tecnologia criada no século passado - só que muito menor!

Por Avery Thompson
traduzido e adaptado por Daniel Latorre.

31 de out de 2016

Possibilidades de Herbie Hancock

Cult.Jazz Recomenda "Possibilidades"
 Herbie Hancock  é uma lenda do jazz! Uma carreira de sucesso que se estende por várias décadas. Sua música foi influenciada pelo jazz, R&B, hip-hop e sempre explora gêneros diferentes.
Desde seu trabalho com Miles Davis, em seguida com seu próprio grupo, tocou com todo mundo de Wayne Shorter a Joni Mitchell e Stevie Wonder. Nesta autobiografia ele conta um pouco sobre como fez tudo isso.

Hancock compartilha suas influêcias, estórias de bastidores, histórias pessoais e conta como o Budismo o inspirou criativamente e pessoalmente. O começo de sua carreira é o mais interessante.

Hancock nasceu em Chicago e desde jovem descobriu as duas coisas que iriam moldar sua vida: o piano e a mecânica. Estudou primeiro música erudita, estreou interpretando um concerto de Mozart com a Sinfônica de Chicago aos 11 anos de idade. Frequentou o curso de engenharia na Grinnell College em Iowa, mas seu interesse pelo jazz foi mais forte. Montou sua banda, começou a arranjar músicas e fazer shows no campus. Voltou para Chicago para continuar com a música e aos 20 de idade foi tocar na banda do trompetista Donald Byrd em Nova York.

Miles Davis, Herbie Hancock and Wayne Shorter
Herbie lançou seu primeiro álbum com a música “Watermelon Man,” em 1962. Logo em seguida, entrou para a banda do Miles e passou 5 anos com o grupo de jazz mais importante da época. “Miles era tudo que eu queria ser no jazz,” ele escreveu.  Davis orientava seus músicos para tocar solto, raramente dizia como deveriam tocar mantendo sempre a música interessante e fresca. Mas uma vez chegou perto do Herbie tocando o piano e sussurrou em seu ouvido 5 palavras: “Não- -toque-notas-muito-suaves.” Hancock tentou decifrar o que ele quis dizer, depois de muito pensar chegou à conclusão de que Davis talvez tinha dito na verdade “notas muito graves”. Mas ele havia entendido que deveria tocar acordes mais espaçados na mão esquerda, dando maior liberdade harmônica para os solistas. Muitos entendidos dizem que o grande "Segundo Quinteto" de Miles - aquele com Hancock, o saxofonista Wayne Shorter, o baixista Ron Carter e o baterista Tony Williams - atingiu o ideal platônico do jazz moderno, expandindo a arte sem sacrificar a forma.

Foi na inquietação de 1968 que Hancock saiu da banda de Davis para fazer sua própria música e satisfazer suas necessidades de explorar os instrumentos eletrônicos, fascinados pela efervescência dos tecladistas e seus sintetizadores. Em 1970, sua banda “não tocava músicas, criava ambientes sônicos” ele escreve. “Estávamos abertos para todo tipo de sonoridades vindas de qualquer lugar” —como se fosse uma coisa boa. Sua música “exigia dos ouvintes uma enorme atenção e paciência” ele admite. “Não era à toa que nosso público era limitado.”
Herbie Hancock - Cult.Jazz 2016
 Assim como muitos que passaram para a música eletrônica — incluindo seus mentores Miles Davis e Byrd — Hancock quis ganhar os créditos de ser o primeiro a tocar jazz com algo a mais.  Pode ter sido treinado para ser um jazzista, mas foi sucesso mesmo no fusion, funk e R&B dos seus grupos Mwandishi e Headhunters da década de 1970s, incluindo seu hit eletrônico “Rockit” dos anos 1980, tinham pouco em comum com o vocabulário musical de Duke Ellington e Dizzy Gillespie. “Eu tinha que ser honesto comigo mesmo” Hancock escreve, ignorando as críticas, “e era esse o tipo de música que queria seguir.”
 Herbie recebeu o Oscar pelo seu trabalho na música para o filme “Round Midnight” em 1986. O restante do livro segue contando suas experiências em estúdios de gravação até ganhar o Grammy de álbum do ano em 2008.
Quem gosta de música e de jazz tem que ler!

4 de out de 2016

Thelonious Monk e a prévia exclusiva do documentário ‘The Jazz Loft’


O The Jazz Loft é ao mesmo tempo sobre o homem que documentou tudo isso, outrora consagrado pela revista Life Magazine, o fotojornalista, W. Eugene Smith, sobre os músicos e as sessões que eles tocaram. Transitando pela vida pessoal e profissional, Smith expõe seu obcecado lado artístico e seu comprometimento com suas produções. Largando sua esposa e crianças em sua residência na parte norte de New York para se dedicar integralmente a sua fotografia, Smith montou um loft na Sexta Avenida 821 assim que as coisas começaram a esquentar. 
 No final dos anos de 1950 artistas e músicos começaram a morar ilegalmente em um prédio residencial no bairro Chelsea’s Flower District. De noite, lendas do jazz como o Thelonious Monk e em uma ocasião particular, Salvador Dalí, (entre os muitos gênios criativos), passavam no loft do pianista Hall Overton para se encontrar e tocar; de dia as ruas em volta da Sexta Avenida e a rua 28W desabrochavam os negócios no distrito das floriculturas e suas novas encomendas. Por ser um bairro estritamente comercial, não havia quem reclamasse do barulho e fumaça de cigarro vinda do loft, pelo menos até as primeiras horas do dia.
 Overton era o vizinho colado e síndico do condomínio de W. Eugene Smith, a "vibe" criativa do prédio era tanta que Smith podia frequentar e entrar sempre que quisesse, gravando e fotografando obsessivamente todos que iam na casa de Overton. Instalou microfones nas paredes e teto do seu apartamento até o de Overton, o que Smith gravou e deixou é um retrato interessante de um fotógrafo excêntrico. Estas imagens e gravações retratam intimamente um underground Nova-iorquino mítico e criativo que metaforicamente define a cidade e a atração que exerce sobre os artistas.

29 de set de 2016

JAZZ AO SEU ALCANCE - #cultjazz #set16b

O Livro do jornalista Emerson Lopes é um Guia de Jazz.
São compilações de informações sobre sites e artistas escritos em seu blog e desde 2009 virou o livro Jazz ao seu alcance.

Conta Emerson que a intenção do livro é ajudar o leitor a desvendar o mundo do jazz. A proposta não é “explicar didaticamente” o que é o jazz, seus movimentos e questões históricas.
Além de endereços de sites gravadoras, rádios, shows, festivais, músicos sobre jazz, o livro da dicas de álbuns e vem com um CD gravado com podcasts que Emerson selecionou.  De quebra tem algumas entrevistas com jornalistas e artistas que contam suas influências e um pouco sobre como entraram neste universo musical.  Confiram no blog JAZZ AO SEU ALCANCE!



21 de set de 2016

Álbum "Whims of Chambers" do baixista de jazz, Paul Chambers - CultJazz recomenda #set16a

Há 60 anos o contrabaixista de jazz Paul Chambers, conhecido também pela música Mr. P.C. gravou seu disco "Whims of Chambers" no estúdio do Rudy Van Gelder em Hackensack, NJ.
Baixe esta obra de arte aqui: http://smarturl.it/WhimsOfChambers
O  álbum inclui Donald Byrd no trompete; John Coltrane no sax tenor; Kenny Burrell na guitarra; Horace Silver no piano e Philly Joe Jones na Bateria

8 de set de 2016

Biologia da música!

 A arte de se fazer música envolve um mundo de outras coisas que afetam o processo. Arquitetura acústica, finanças, biologia e tecnologia são algumas delas.
 Dar lógica ao som e percepção são foco para o músico escocês, David Byrne. Sim, este mesmo. Fundador da banda post-punk e precursora do new wave, Talkin Heads, foi parceiro de Brian Eno, "brother" do David Bowie e do Lou Reed. Ganhou um Oscar pela trilha sonora do filme "O Último Imperador", gravou com Fat Boy Slim, Tom Zé, Caetano Veloso e pesquisou a música no mundo todo, inclusive no Brasil, exemplo do documentário que fez sobre a influência do candomblé da cultura brasileira.
Sem dúvidas Byrne é um cara diferente e não é apenas pelo seu autismo, mas principalmente por enxergar à frente da maioria das pessoas. Há muito tempo ele é ativista do ciclismo, se recusando a ter e andar de carro em NY, onde reside e trabalha - leia também o livro dele "Diários de bicicleta" - e aposta no conceito de que a tecnologia dá forma à musica. Aliás, um dos capítulos mais interessantes do livro.
"Como Funciona a Música" pretende ajudar a entender os processos intrínsecos, sem ser um manual. David mostra pontos de vista diferentes colecionados ao longo de sua carreira e com base nos artigos que escreveu para a revista "Wired".
David, obrigado por dividir parte de seus conhecimentos conosco.
 Título original: "How Music Works" | ISBN 9788520435939 | Editora AMARILYS | em Português | 348 páginas | 2014 Edição 1ª.
















5 de ago de 2016

Jimmy Smith at Club "Baby Grand" Cult.Jazz recomenda #agosto16a

Gravado ao vivo há 60 anos atrás. Mostra o quanto eram vorazes estes grandes musicos. Faziam a plateia ficar completamente doida com a nova sonoridade e energia de suas performances!

20 de jul de 2016

o homem que faz a luz dançar, Jean Michel Jarre. Cult.Jazz recomenda #julho16a

Livro sobre Jean Michel Jarre / CultJazz recomenda
O Livro do brasileiro Renato Mundt retrata com propriedade a trajetória do compositor e tecladista Jean Michel Jarre. Inovador, pop, precursor do new wave e outros rótulos para tentar descrever o que fez este artista são apenas um começo para entender que Mr. Jarre esteve sempre a frente de sua época, abriu as portas para a música eletrônica, associou com diversas artes e impactou culturas diferentes ao mesmo tempo. Sua carreira, influências e curiosidades são descritas com detalhes neste livro incluindo a sua relação com o Brasil, de seus shows nem tanto sucedidos até trilha de programas famosos da televisão nacional.
No capítulo que retrata as influências de Jean Michel, "Um breve relato à evolução da música eletrônica", explica brevemente o órgão Hammond e seu funcionamento como precursor do sintetizador e um dos instrumentos importantes para o artista. Livro: O Homem que faz a luz dançar | Autor: Renato Mundt | ISBN: 8577180174 | Edição: 1ª Edição - 2006 | Páginas: 222  | Editora: All Print.

http://www.instagram.com/hammondgrooves
Jean Michel Jarre e suas citações - cultjazz #hammondgrooves

13 de jul de 2016

05 músicas que tem que ouvir do grande organista de soul jazz e hard bop, Big John Patton!

Separamos no Spotify 05 músicas do grande organista de soul jazz e hard bop, Big John Patton, para celebrar seu aniversário de nascimento 12/07/1935. Coincidência ou não, foi o mesmo ano em que o órgão Hammond foi inventado! Patton tinha o antológico Grant Green - Blue Note Records como guitarrista em seus discos, juntos influenciaram gerações e movimentos musicais seguintes como o organista Larry Goldings e o estilo acid jazz. Seus solos no Hammond são inspirados nos trompetistas, trombonistas e saxofonistas que ele admirava, por isso soa tão especial!  
 

6 de jun de 2016

Hard Soul, Billy Preston

Faz 10 anos em 06 de Junho que Billy Preston partiu. Um dos maiores talentos de nossa época! Espetacular ao Hammond B-3 e de todos os outros instrumentos de teclas existentes. Foi o quinto Beatle e participou de inúmeros sucessos de grandes artistas como Eric Clapton, por exemplo.
Para celebrar o trabalho que deixou aqui, separamos uma pequena playlist no Spotify


1 - Will Go Round In Circles
É um dos nossos discos favoritos.  Um belíssimo álbum autoral chamado "Music is My Life". Não sei se é porque música é a nossa vida também, mas é um trabalho emocionante, uma obra de arte.

2 - Shotgun
É uma versão da música de Jr. Walker & the All Stars. Faz parte do Álbum "The Apple of Their Eyes" 1965. É um Soul Funk Blues, bem na pegada de Jimmy McGriff. Tema no piano acústico e delicioso Hammond Organ gritando no melhor estilo gospel!

3 - Billy's Bag
 Do disco 'The Most Exciting Organ Ever" 1964, é também um Blues Gospel só que agora com o tema no Hammond com força total e o piano embalando a groove. Oh God! 

4 - Get Back
Billy conheceu os Beatles a primeira vez em Hamburgo 1965 enquanto tocava na banda de Little Richard com 15 anos de idade. George Harrisson tinha 18 e ficaram amigos desde então.  Um tempo depois se reencontram em Londres em um show onde Billy acompanhava Ray Charles. Surgiu então o convite para participar do projeto Get Back. Ele teve grande contribuição musical e em trazer boas energias, alegria para o clima difícil da banda naquele período.

5 - Slaughter
Essa faixa foi trilha de filme do Tarantino para o filme "Bastardos Inglórios".  Do estilo Hard-Funk, um tema explosivo do Hammond, intro de guitarra distorcida e a potente voz de Billy. Como muitas músicas dos filmes do Tarantino, esta é original do filme B de ação, "Slaughter" de 1972.

30 de mai de 2016

90 Miles

Miles Davis tinha um modelo especial de bocal do trompete feito sob medida de acordo com a posição que ele tocava. Sempre avançando fronteiras do jazz com outros estilos de música, buscava novos sons, gostava de Hammond, pianos elétricos e sintetizadores.
Miles nasceu em 26 de maio há 90 anos. O genial organista de Hammond Joey DeFrancesco foi chamado para tocar com Davis quando tinha apenas 11 anos de idade, ele também é trompetista e conta neste vídeo sobre esta história! Vejam só:

28 de mai de 2016

Os Grooves do Hammond

Entrevista com Daniel Latorre do Hammond Grooves para o site Palco Alternativo
Hammond Grooves em apresentação no JazzB, centro de São Paulo. Foto: Rafael Gushiken
Hammond Grooves em apresentação no JazzB, centro de São Paulo. Foto: Rafael Gushiken
A banda surgiu da paixão de Daniel Latorre pelo órgão vintage Hammond. Em entrevista ao Palco Alternativo*, o músico conta que este é o melhor momento da Hammond Grooves, o mais autêntico

[Por Natasha Ramos] 

24 de mai de 2016

Charles Earland, "The Mighty Burner"



Fizemos uma Playlist do Spotify para curtir um pouco mais do Charles Earland tocando em várias ondas que vão do soul jazz ao disco music, junto de Freddie Hubbard, Joe Henderson e Idris Muhammad.
  

13 de mai de 2016

Meu Primeiro Golpe de Estado - Cult.Jazz #maio16a

 A ideia de sugerir este livro foi motivada pela história do folclore africano, Taka, Tika e Gangale que o escritor, historiador e presidente da República de Gana, John Dramani Mahama nos conta como exemplo moral básico que deveríamos lembrar todos os dias.

O Livro se trata da experiência do autor sobre o Golpe de Estado, as décadas perdidas de Gana e de quase todo território africano após a repartição imperialista resultante da Segunda Guerra Mundial, os efeitos das guerras civis, disputas internas pelo poder, crise econômica e êxodo de profissionais e intelectuais para o estrangeiro.

Meu Primeiro Golpe de Estado

11 de mai de 2016

Roteiro Cultural ~ São Paulo do Jazz & Blues

Roteiro Cultural ~ São Paulo do Jazz & Blues

e Entrevista com Daniel Latorre do HAMMOND GROOVES


por Rafael Gushiken idealizador do @spdagaroa☔ 🎷 ~ DICAS e ENTREVISTA ESPECIAL


 Nessa edição do Roteiro Cultural abordamos: um festival internacional acontecendo em São Paulo, o Sampa Jazz Festival; a entrevista que fizemos com o trio paulistano Hammond Grooves; e algumas casas de shows e bares especializados no jazz, blues e afins. Confira abaixo!

4 de mai de 2016

Tempestade de Ritmos - Cult Jazz recomenda #maio16a

Muitos assuntos interessantes que compõe este livro o jornalista Ruy Castro colecionou ao longo dos anos escrevendo textos publicados na Folha de S.Paulo, Estadão, VEJA, Revista Isto É e etc. Mesmo sendo voltado para o jazz e música brasileira é uma leitura gostosa também para quem ainda não esta familiarizado com estes gêneros musicais. Já para os apreciadores e entendidos é uma fonte rica e indispensável!

Diversas histórias e curiosidades sobre personagens do jazz como Miles Davis, Louis Armstrong, Ray Charles, Duke Ellington etc, recheado de textos sobre "a era do jazz", cinema, discos, questões e perspectivas sobre preconceito racial e outros tabus que rodeiam o jazz, blues, soul e #R&B. O Autor também escreveu e publicou biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues; domina e defende uma visão tradicional do jazz e da bossa nova que é base fundamental para todos os apreciadores e interessados nestes estilos e suas vertentes.

Livro: Tempestade de Rítmos - Cult Jazz recomenda. Hammond Grooves


Editora: COMPANHIA DAS LETRAS | Autor: Ruy Castro | Edição: 1 | Ano: 2007 | Idioma: PORTUGUÊS | ISBN: 8535910360 | 440 páginas

#hammondgrooves #cultjazz #gratis #terças #19h30m #auditorio #livrariacultura #bourbonshopping #perdizes #sp #agenda


27 de abr de 2016

As 05 músicas do Jimmy Smith, o maior organista de jazz da história, que você tem que conhecer!

Playlist do Spotify com as 05 músicas do Jimmy Smith que você tem que conhecer.


Selecionamos 05 músicas do Jimmy Smith o maior organista de jazz da história!

Foi difícil escolher porque são muitas músicas legais. O que nos inspirou foi o clima da semana, a frente fria e a esperança por mudanças.
Essa playlist é perfeita para você que quer ouvir um som diferente e recomendar para seus amigos, colegas de trabalho, paqueras ...

Qual dessas você gostou mais?

1- The Cat.
É um boogaloo chacoalhante gravada com uma Big Band sob os arrajos do mestre Oliver Nelson. Foi trilha sonora do filme de mesmo nome composta por Lalo Schifrin. É uma das faixas preferidas dos bailes de samba rock.

2- Mellow Mood
Um bolero "caliente" e relaxante em forma de blues menor com solos espetaculares do Jimmy e do grande guitarrista de jazz Wes Montgomery.

3- Death March
Também acompanhada pela mesma Big Band do the Cat essa música tem uma "groove" de bateria "matadora". A Melodia linda e envolvente foi executada por uma flauta que te leva para outro planeta! Solos igualmente belíssimos de Jimmy Smith e Wes Montgomery farão você se apaixonar pelo soul jazz!

4- Back at the Chicken Shack
Um blues maior com uma levada safada de um jeito que você nunca ouviu. Perfeita para qualquer ocasião...especialmente aquelas.
Emoticon wink

5- Road Song
O Latin Jazz mais gostoso do universo! Experimente!
 Clique na Playlist do Spotify

13 de abr de 2016

Original Album Series George Benson - #cultjazz #abril16a

 "Original Album Series" traz um catálogo maravilhoso da @warnermusic com artistas e discos antológicos em um #pack de 5 CDs. Estes discos do #georgebenson são parte da discografia obrigatória para os apreciadores do #jazz #souljaz #blues
saiba mais www.originalalbumseries.com  
Cult.jazz terças 19:30h @ #auditorio @livraria_cultura do @bourbonshopping #sp #perdizes #entradagratis #hammondgrooves #cultjazz #recomenda #abril16a.
George Benson - Original Album series - Hammond Grooves recomenda cultjazz

5 de abr de 2016

O Saxofonista de Jazz Stanley Turrentine e suas ondas!



hoje vale relembrar o saxofonista Stanley Turrentine! Nascido na data de hoje em 1934, ficou famoso na década de 60 por...
Publicado por Hammond Grooves em Terça, 5 de abril de 2016

3 de abr de 2016

Jimmy Mcgriff inconfundível som de Hammond no blues, soul, jazz, funk



03 de abril é também aniversário do organista de jazz, blues, funk e soul Jimmy McGriff. Seu som de Hammond influenciou...
Publicado por Hammond Grooves em Domingo, 3 de abril de 2016

2 de abr de 2016

Cult.Jazz #mar2016c - The Chronicle of Jazz

Uma visão geral de ano após ano, as personalidades, histórias e inovações por trás do Jazz, o gênero musical mais empolgante e influente da era moderna.
O livro The Chronicle of Jazz conta a história da música jazz, suas personalidades, histórias de inovações, experimentações e controvérsias. Uma celebração da musica imaginativa e imortal, também uma fonte para ambos aficionados pelo jazz e apreciadores de música. Começando pelo entardecer do século vinte, o livro apresenta as fases do jazz das suas raízes na Africa e sul dos Estados Unidos até os variados estilos pelo mundo na nossa atualidade, investigando como o jazz influenciou e foi influenciado por outras formas de arte. Cada seção organizada cronologicamente contém partes especiais, em tópicos como a bossa nova fez moda no jazz em Paris, desenhos/sketches de personalidades, shows e álbuns antológicos. O livro inclui centenas de imagens raras, de capas de disco até fotos de performances ao vivo, acompanhados por textos explicativos e acessíveis transformando a música em palavras e as histórias em imagens vívidas. | The Chronicle of Jazz | autor: Mervyn Cooke | editora Thames & Hudson | ISBN 9780500516669 | ‪#‎Mar2016c‬ ‪#‎acervo‬ ‪#‎hg‬ ‪#‎recomenda‬ terças ‪#‎cultjazz‬ 19:30h ‪#‎auditorio‬ ‪#‎livrariacultura‬ ‪#‎bourbonshopping‬ ‪#‎sp‬
The Chronicle of Jazz - Hammond Grooves organ trio @ Cult Jazz

30 de mar de 2016

LARRY YOUNG e seu hardbop mudou o jazz com discos de Hammond marcantes



LARRY YOUNG e seu hardbop mudou o jazz com discos de Hammond marcantes como este da foto durante a session do álbum "...
Publicado por Hammond Grooves em Quarta, 30 de março de 2016

27 de mar de 2016

Voando por São Paulo com o Birdman!

Evento ao ar livre para os amantes do jazz e do cinema, o Hammond Grooves #recomenda
Domingo 03 de abril, o baterista Antonio Sanchez  interpretará ao vivo na Plateia Externa do Auditório do Ibirapuera a trilha que ele mesmo criou para o filme Birdman (Ou a Inesperada Virtude da Ignorância).
 Birdman - show gratuito em São Paulo - cultjazz
O baterista, que tem carreira consagrada no jazz, levou o grammy este ano por conta dos temas que criou para esse filme. A apresentação começa as 18h30 e é grátis. O Hammond Grooves recomenda!

18 de mar de 2016

Cult.Jazz mar2016b - A Grande Orquestra da Natureza

A música não é exclusividade do homem. As formas de música como conhecemos têm origens e relações diretas com os animais e a terra como organismo. É muito mais que isso! Leia e conheça também este excelente músico, pioneiro do sintetizador e pesquisador Bernie Krause | A Grande Orquestra da Natureza | Bernie Krause | editora Zahar | ISBN 9788537811115 | #Mar2016b #acervo #hg #recomenda terças #cultjazz19:30h #auditorio #livrariacultura #bourbonshopping #sp


10 de mar de 2016

Cult.jazz #mar2016a Jazz Covers

As capas dos álbuns de jazz são obras de arte. Ao mesmo tempo interagem com o conteúdo musical. Ilustrações, colagens, tipografias, fotografias e criatividade artística inesgotável imprimiram um estilo único para traduzir o som em imagem. Folhar este livro e ler sobre os principais artistas da vontade de ouvir cada disco. Livro: Jazz Covers | autores: Joaquim Paulo e Julius Wiedemann | editora: Taschen | 560 páginas | isbn: 9783836524063 | #Mar2016a #acervo #hg #recomenda terças #cultjazz19:30h #auditorio #livrariacultura #bourbonshopping #sp
 


8 de mar de 2016

Cult.Jazz no dia internacional da mulher: Rhoda Scott


Vale ouvir e lembrar especialmente hoje dia internacional das mulheres. Se tem alguém que quebrou e ainda quebra...
Publicado por Hammond Grooves em Terça, 8 de março de 2016

23 de fev de 2016

Cult.Jazz acervo Fev16c Jazz & Co.

Poucos sabem que Vinicius de Moraes foi vice-cônsul nos Estados Unidos em 1946. Durante os cinco anos que morou na Califórnia vivenciou parte importante da História do Jazz. Este livro conta como foi esta experiência através de textos pouco conhecidos garimpados por Eucanaã Ferraz e com projeto gráfico do estúdio Warrakloureiro. Sim, Vinicius também bebeu daquela "fonte"! Jazz & Co. Vinicius de Moraes | Companhia Das Letras | ISBN: 8535922881 | 156 páginas |  #fev2016c #acervo #hg #recomendaterças #cultjazz 19:30h #auditorio #livrariacultura #bourbonshopping #sp

Hammond Grooves - recomenda / Jazz & Co.  Vinicius de Moraes



3 de fev de 2016

Cult.Jazz acervo Fev16a - Jazz Através dos Tempos

Este livro, além de gostoso de ler, acompanha três cds de músicas que ilustram os períodos do jazz desde os primeiros fonogramas até os dias de hoje. | Jazz Através Dos Tempos | João Francisco Franco Junqueira | isbn: 9788561001124 | editora Via Imprensa| #acervo #cultjazz #hg #terças #19h30m #auditorio #livrariacultura #bourbonshopping #sp
 

19 de jan de 2016

Cult.Jazz acervo Jan016b Álbum: Jimmy Smith with Stanley Torrentine

Este álbum é uma preciosidade. Gravado em 1968 e lançado pela Blue Note Records é a perfeita comunhão entre a sonoridade inigualável do saxofonista Stanley Turrentine e o incrível organ trio de Jimmy Smith.  Capa de Reid Miles com foto de Francis Wolff
Prayer Meetin' - Jimmy Smith with Stanley Torrentine | Selo: Blue Blue | ASIN: B0001CLZPQ ‪#‎hg‬ ‪#‎acervo‬ ‪#‎cultjazz‬ ‪#‎recomenda‬ ‪#‎jan16‬b ‪#‎terças‬ ‪#‎19h30‬ @ ‪#‎auditorio‬ ‪#‎livrariacultura‬ ‪#‎bourbonshopping‬ agenda: www.bandsintown.com/hammondgrooves

Jimmy Smith with Stanley Turrentine

15 de jan de 2016

Cult.Jazz acervo jan2016a

#hg #cultjazz #recomenda  #terças #19h30 @ #auditorio @livrariacultura @bourbonshopping #sp 📚 #Livro de #fotos com introdução sobre os #imigrantes alemães que fundaram a @bluenoterecords, especialmente Francis Wolff, suas fotos durante gravações e #shows que muitas vezes se tornaram as capas dos álbuns. Uma #experiência que ilustra e nos aproxima dos lendários discos e #músicos do #jazz. #jimmysmith #elvinjones #hammondorgan #drums #lesliespeaker #hammondb3 Título: Blue Note photos Francis Wolff - Michael Cuscuna | 288 páginas | Inglês | Editora: Flammarion-Pere Castor ISBN-10: 2080202200 | ISBN-13: 978-2080202208 #acervohg jan2016a




11 de jan de 2016

Niver do Hammond



dia 11 de janeiro de 1895 nos EUA nascia Laurens Hammond, o inventor do órgão HAMMOND. Sua persistência e genialidade...
Publicado por Hammond Grooves em Segunda, 11 de janeiro de 2016