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Funk in F - new single by Hammond Grooves

Funk-in-F é o resultado da criação da primeira colaboração com o Maestro Oswaldo Sperandio da WeJam Audio.  Sem precedententes, a proposta e também um desafio, foi produzir uma música ao vivo composta em grupo, passando por todos os processos de criação coletiva até a mais elaborada pós produção que incluíram participações mais que especiais.
“Mais do que máquinas, precisamos de humanidade... Mais do que inteligência, precisamos de afeto e ternura.” — Charles Chaplin

Daniel Latorre: Hammond Organ
Wagner Vasconcelos: bateria
Filipe Galadri: Guitarra
Oswaldo Esperandio: Pianos
François de Lima: Trombone
Seneca Black: Trompete
Arranjo: Oswaldo Sperandio
Audio: Plínio Hessel
Produção Executiva: Rodrigo Prado
Gravado nos estúdios da WeJam Audio/SP e NY.

WeJam audio www.wejamaudio.com.br
Hammond Grooves www.hammondgrooves.com.br
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Live Session | Gardênia

Live Session @ Playco Studio | Hammond Grooves GARDÊNIA. Lançamento do primeiro dos 5 vídeos do Hammond Grooves. Assista no youtube e se inscreva no canal!


Assista ao video completo

O GÊNIO ESQUECIDO

LAURENS HAMMOND Girando as engrenagens do tempo
Chamar Laurens Hammond  de uma criança prodígio é pouco. Aos 14 anos de idade ele já havia projetado um sistema de transmissão automática de carros. Com apenas 17 anos ele obteve com sucesso sua primeira patente de um barômetro que podia ser vendido por só um dólar. Com o passar dos anos Hammond criara uma nova linha de outros inventos, de relógios elétricos a equipamentos militares, os primeiros óculos 3D para o cinema – e, é claro, o Órgão Hammond.
Laurens começou sua carreira de inventor na adolescência, e suas habilidades foram logo aprimorando com os estudos em engenharia mecânica na Universidade de Cornell, graduado com honras em 1916. Então veio a Primeira Guerra Mundial, Hammond serviu no 16o. regimento e chegou ao posto de Capitão. Após a Guerra, trabalhou como engenheiro chefe na Empresa Gray Motor Company construindo motores náuticos – sempre pensando paralelamente. Seus projetos pessoais tinham mais frutos como o relógio sem …

Gravando o álbum Funktastic Hammond Grooves

Gravado em 2016 durante o feriado do aniversário de São Paulo, cidade natal do Hammond Grooves, o álbum Funktastic mistura o clima ao vivo dos shows com o formato de captação de áudio "old school" para seu primeiro trabalho autoral.
 Todas as faixas foram gravadas ao vivo, como se fazia antigamente e em poucos "takes". Foram usados poucos microfones posicionados estrategicamente. Todos instrumentos captados na mesma sala, os músicos tocando de perto e se ouvindo naturalmente sem o uso de fones de ouvido. O técnico de som Hugo Silva, que já trabalhou com Chico Pinheiro, Anthony Wilson, Zimbo Trio, Cesar Camargo Mariano, etc, realizou a gravação e mixagem do disco. A masterização foi feita pelo renomado André Kbelo.


   Esse conceito "old‐school" foi uma escolha inspirada nos álbuns da Blue Note e Verve Records. O método de gravação tem a intenção de transmitir o clima inesperado que acontece nos shows ao vivo do Hammond Grooves, além da sonoridade "vin…

Roy Haynes: Mandando ver!

Roy Haynes ficou um pouco surpreso com o comentário. Claro que tem uma carga erótica na maneira dele toca bateria. “Notei que nos últimos 10 ou 15 anos, muitas mulheres apareciam depois de meus shows,” ele diz. “Algumas diziam que nunca haviam visto um baterista tocar assim.”

Uma instantânea confiança jovial vinda de um homem que já passou dos 80. Haynes fala, anda e age assim. Seu estilo de moda, assim como seu jeito empolgante de tocar, tem sido sua assinatura por décadas - o baixista Al McKibbon não nega o termo “Mandando ver até quebrar” (Snap, Pop and Crack, em inglês) . “Ele é a pessoa mais estilosa, sempre,” diz Jeff “Tain” Watts. “Ele é assim faz muito tempo. Eu li esse termo sobre ele na revista Esquire nos anos 60. Sim-‘Mandando ver’ já diz tudo.”

Como um terno sob medida, o apelido que Haynes tinha nos anos 50 ainda lhe cabe perfeitamente. Com um ataque de caixa usando as duas baquetas Haynes consegue chamar a atenção mesmo em um bar cheio e barulhento. É um recurso que …

A vida do trompetista de jazz Lee Morgan

O novo documentário de Kasper Collin lebra a vida intensa e turbulenta do trompetista de jazz Lee Morgan.

Nat Hentoff escreveu em 1960: "Todo ouvinte de jazz já teve experiencias tão surpreendentes que são literalmente inesquecíveis"

Uma das minhas aconteceu em um encontro com a big band de Dizzy Gillespie no Birdaland em 1957. Estava de costas para a plateia enquanto a banda começava tocar “Night in Tunisia.” De repente um som de trompete despontou da banda de forma tão reluzente e eletrizante que toda a conversa do bar cessou e os que gesticulavam ficaram com congelados com as mão abertas. Após o primeiro estrondoso impacto, me virei e vi que o trompetista era o jovem "sidemand" da Philadelphia, Lee Morgan.

Lee Morgan, que tinha dezenove anos quando Hentoff o ouviu, causava este efeito na maioria das pessoas. Seu som era tão brilhante, impetuoso e atrevido: como James Brown em começo de carreira com aquela arrogância pomposa da juventude. Morgan era um instrumen…

Sociedade refletida na música

"O jazz sempre foi um interesse de minoria, como a música clássica. Ao contrário da música clássica, porém, o interesse que despertava não era estável. O interesse por jazz cresceu intensamente de uma hora para outra; por outro lado, houve épocas em que esse interesse caiu a níveis baixíssimos.
No final dos anos 30 e nos anos 50, houve um período de expansão marcante, os anos da Depressão de 1929 (nos EUA, ao menos), quando mesmo o Harlem preferia música leve e adocicada a Ellington e Armstrong. Os períodos em que o interesse pelo jazz cresceu ou foi reavívado, também foram, por razões óbvias para os produtores, épocas em que novas gerações de fãs quiseram conhecê-lo melhor".
Trecho do prefácio do livro "História Social do Jazz" do historiador Eric Hobsbawm, foi escrito há mais de 50 anos e ainda apresenta alguma atualidade, uma vez que os ciclos de altos e baixos ainda estão formando o padrão que definirá nossa época atual. 

O fenômeno do Jazz aconteceu no século X…