Pular para o conteúdo principal

Thelonious Monk e a prévia exclusiva do documentário ‘The Jazz Loft’


O The Jazz Loft é ao mesmo tempo sobre o homem que documentou tudo isso, outrora consagrado pela revista Life Magazine, o fotojornalista, W. Eugene Smith, sobre os músicos e as sessões que eles tocaram. Transitando pela vida pessoal e profissional, Smith expõe seu obcecado lado artístico e seu comprometimento com suas produções. Largando sua esposa e crianças em sua residência na parte norte de New York para se dedicar integralmente a sua fotografia, Smith montou um loft na Sexta Avenida 821 assim que as coisas começaram a esquentar. 
 No final dos anos de 1950 artistas e músicos começaram a morar ilegalmente em um prédio residencial no bairro Chelsea’s Flower District. De noite, lendas do jazz como o Thelonious Monk e em uma ocasião particular, Salvador Dalí, (entre os muitos gênios criativos), passavam no loft do pianista Hall Overton para se encontrar e tocar; de dia as ruas em volta da Sexta Avenida e a rua 28W desabrochavam os negócios no distrito das floriculturas e suas novas encomendas. Por ser um bairro estritamente comercial, não havia quem reclamasse do barulho e fumaça de cigarro vinda do loft, pelo menos até as primeiras horas do dia.
 Overton era o vizinho colado e síndico do condomínio de W. Eugene Smith, a "vibe" criativa do prédio era tanta que Smith podia frequentar e entrar sempre que quisesse, gravando e fotografando obsessivamente todos que iam na casa de Overton. Instalou microfones nas paredes e teto do seu apartamento até o de Overton, o que Smith gravou e deixou é um retrato interessante de um fotógrafo excêntrico. Estas imagens e gravações retratam intimamente um underground Nova-iorquino mítico e criativo que metaforicamente define a cidade e a atração que exerce sobre os artistas.

Postagens mais visitadas deste blog

A vida do trompetista de jazz Lee Morgan

O novo documentário de Kasper Collin lebra a vida intensa e turbulenta do trompetista de jazz Lee Morgan.

Nat Hentoff escreveu em 1960: "Todo ouvinte de jazz já teve experiencias tão surpreendentes que são literalmente inesquecíveis"

Uma das minhas aconteceu em um encontro com a big band de Dizzy Gillespie no Birdaland em 1957. Estava de costas para a plateia enquanto a banda começava tocar “Night in Tunisia.” De repente um som de trompete despontou da banda de forma tão reluzente e eletrizante que toda a conversa do bar cessou e os que gesticulavam ficaram com congelados com as mão abertas. Após o primeiro estrondoso impacto, me virei e vi que o trompetista era o jovem "sidemand" da Philadelphia, Lee Morgan.

Lee Morgan, que tinha dezenove anos quando Hentoff o ouviu, causava este efeito na maioria das pessoas. Seu som era tão brilhante, impetuoso e atrevido: como James Brown em começo de carreira com aquela arrogância pomposa da juventude. Morgan era um instrumen…

Qual a diferença entre Órgão Hammond e Piano?

Há algumas diferenças significativas entre órgão e piano, apesar de ambos usarem o teclado como meio de performance. Porém a mecânica por trás das teclas é completamente diference. Um piano é considerado um membro da família musical da percussão, enquanto um órgão pode se encaixar nas famílias dos instrumentos de sopro, eletrônicos e mesmo nas famílias dos metais. A diferença principal entre a função dos dois durante a performance é a percussão versos corrente elétrica. O piano pode sustentar uma nota apenas por um período curto de tempo enquanto o órgão pode fazê-lo indefinidamente.
 O piano gera o som assim que o músico bate na nota anexada ao martelo através de um mecanismo. Por sua vez, este martelo bate em pelo menos uma corda de metal tencionada em uma grande moldura. Cada uma das várias cordas são afinadas em freqüências específicas, que permite o músico criar acordes e sons dissonantes pressionando em mais de uma nota ao mesmo tempo. A vibração das cordas criam o som e duram po…

Funk in F - new single by Hammond Grooves

Funk-in-F é o resultado da criação da primeira colaboração com o Maestro Oswaldo Sperandio da WeJam Audio.  Sem precedententes, a proposta e também um desafio, foi produzir uma música ao vivo composta em grupo, passando por todos os processos de criação coletiva até a mais elaborada pós produção que incluíram participações mais que especiais.
“Mais do que máquinas, precisamos de humanidade... Mais do que inteligência, precisamos de afeto e ternura.” — Charles Chaplin

Daniel Latorre: Hammond Organ
Wagner Vasconcelos: bateria
Filipe Galadri: Guitarra
Oswaldo Esperandio: Pianos
François de Lima: Trombone
Seneca Black: Trompete
Arranjo: Oswaldo Sperandio
Audio: Plínio Hessel
Produção Executiva: Rodrigo Prado
Gravado nos estúdios da WeJam Audio/SP e NY.

WeJam audio www.wejamaudio.com.br
Hammond Grooves www.hammondgrooves.com.br